
Engraçado, o título do post é o título de um filme que assisti há algum tempo com Russel Crowe e Meg Ryan.
Dei esse título para falar de coisas triviais. Sobre mim, sobre você, sobre qualquer um. Porque todo ser humano vive num mundo particular. Estamos sempre mergulhando em nós mesmos e nos excluindo/poupando de algumas coisas que acontecem do lado de fora.
Semana passada assisti a Amor e Outras Drogas (Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway) e estava relembrando uma cena onde Maggie vai a uma palestra com pessoas que possuem mal de Parkinson (não é spoiller, ok?!), e enquanto ela está maravilhada com aqueles depoimentos, e cheia de esperanças, emocionada, envolvida... ele apenas está asssutado.
Dois mundos. Inúmeros por aí. Só nós sabemos o que sentimos e, por mais que eu QUEIRA dizer o quanto estou triste ou feliz, nem sempre consigo. Existem coisas que só NÓS sentimos. Sabe quando você está em algum lugar, com algumas pessoas e aquilo fica vibrando dentro de você, e as pessoas contam coisas que - naquele momento - pareciam fantásticas? Depois você tenta dividir isso com alguém, e a pessoa não dá importância (não porque ela não queira, mas ela apenas não sentiu o que você sentiu).
Isso acontece o tempo todo. Eu parei de falar sobre meu dia. Pelo menos na frequência de antes. Existem coisas que só eu sei ou sinto. Bem como acontece dentro de você.
E esses dias eu tenho refletido um pouco mais. No caminho para o trabalho, tenho feito o percurso sozinha ultimamente, e isso me permite refletir um monte mais. Até tenho diminuído os desaforos que digo aos "engraçadinhos" na rua.
Bom, acho que veio daí o titulo do post. Pra mim isso é tudo prova de vida. Estamos vivos e sentindo.
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