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.desabafo.

As conveções sociais são fantásticas!
 
Elas me confundem o tempo todo. E eu já não sei mais se o que quero é por mim ou pelo que dizem por aí.
Eu cresci ouvindo que eu tinha que estudar, mas isso eu fiz por prazer porque amo aprender, aliás aprender é mais que um vício pra mim.

Eu tô perto dos 30 e eu não sei se estou cobrando mais de mim ou se os outros estão. Nesse momento eu quero uma casa pra eu morar, pra ter mais liberdade, decorar, dormir o quanto eu quiser na minha folga, sem barulho ou alguém me acordando pra falar uma coisa que pode ser dita depois.

Se eu quero casar? Nossa, eu jamais quis. E admito que talvez tenha sido porque eu não conhecia como era bom ter uma pessoa pra estar com você. Mas sim, se rolar de morar junto pode ser.

Meu foco agora é apenas esse: comprar um imóvel.

Se vou casar e ter filhos eu deixo isso pra Deus dizer. Não posso pensar nisso agora e gostaria muito que as pessoas parassem de me encher a paciência com isso e me ajudassem mais a conseguir alcançar um objetivo simples, que mudaria minha vida (sair do aluguel), e me deixaria mais tranquila por muito tempo.

Ano que vem corro atrás desse sonho. Porque "ser um casal" não pode estar acima de ser "eu mesma". Não pode ser mais importante do que querer minha felicidade, pois não sabemos o dia de amanhã. E olha que eu arrisco, e muito, pois meu namorado é mais novo que eu!

Agora me diz, será que todo mundo é obrigado a casar ou ter filhos? Será que você não é feliz ou não pode sonhar em ser se não tiver isso? É muito complicado pra eu entender porque tenho que acreditar que é assim e pronto, porque às vezes acordo ou vou deitar com isso no pensamento. E me tira a paz, me deixa agoniada, como se eu não tivesse tempo, como se fosse tarde.

Ahhh...eu quero viver e a vida pra mim vai começar aos trinta ^^


.tpm. o retorno.

Tem tratamento pra isso? Já me acho tão intensa, não preciso amplificar minhas sensações, instintos, tristezas...Porque a tpm não intensifica a alegria ou felicidade?

Pelo menos sei que isso não é só comigo. Então deve ter seu quê de "normalidade". Até um abraço vira uma necessidade...vai entender as mulheres, e eu que pensei não ter nada disso.

Bom voltando à vida real, estava assistindo ao documentário sobre o Ayrton Senna como meu namo, e me deparo com tanta coisa interessante sobre aquele homem que morreu quando eu tinha 11 anos. Vale muito a pena assistir, havia anos que não revia a cena do acidente que lhe tirou a vida, e a sensação de perda parece tão atual...

Senna não era perfeito, como nem eu nem você somos. Mas ele batalhou muito por seus sonhos, sem medo e sem descontrole. Tornou sua vida uma obra maravilhosa em que brilhou não só pelo talento na F1, mas por ser um homem digno, trabalhador e com senso de justiça que não conseguia tolerar o contrário.

Nem preciso recomendar, Senna é auto-explicativo e saber um pouco mais sobre ele e sua trajetória faz bem a qualquer um.

Preciso deixar registrado aqui que o Rubinho Barrichello (meu outro ídolo da F1) está tãaaoooo munitinhu novinho no vídeo ^___^

Assim, enquanto eu assistia não podia deixar de me perguntar: como fazemos a vida valer a pena? e realmente isso não me sai da cabeça. É como se ao sentir-se infeliz não pudesse ter esse direito porque o tempo pode estar acabando...será que todo mundo vive pensando que o "tempo tá acabando"? =S

aff...e o que faço heim? Dá pra saber se eu posso estar chata hoje pois ainda tenho tempo pra mostrar que não sou tão ruim assim? ehehehhee Tem que ser engraçado isso.

Queria que esse aperto no coração parasse e só.

Bom, alguém tem chocolate aí? Não quero entrar em depressão..x.x'
TPM me ferra...=(

"Há um grande desejo em mim de melhorar.
Melhorar é o que me faz feliz.
E sempre que sinto que estou aprendendo menos,
que a curva de aprendizado está nivelando,
ou seja o que for,
então não fico muito contente."

Senna

.TPM, I guess.

Acordei meio depressiva hoje...ou deprimida, nem sei. O fato é que tenho chorado sem parar e os olhos..nossa! Só muito corretivo e iluminador pra eu ficar "olhável" novamente.

O que será isso que estou sentindo? Acho que passa. Só o tempo vai me dizer.
Tem uma poesia que pode me animar amanhã, ou depois. Chama-se "Invictus", do William Ernest Henley.

Achei essa poesia antiga em meu antigo blog. Fiz num momento onde sentia esse buraco negro por dentro da alma. É como se sentisse aqueles momentos de novo.


Perder
26.07.06
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Faminta é a alma que, solitária, vaga na perda...
discrente de seus passos, caminha por lugares já conhecidos,
lugares que caminharam em direção à sua face, que buscaram seus curtos e suaves passos mas só conseguiram desolação.


Inquieta é a alma que, cansada, busca caminhar sobre o passado, na esperança de consertar seus desacertos.

Consciente de sua insignificância, tenta disciplinar seus impulsos que instintivamente teimam em agir...e se controla mais uma vez...

Infeliz é a alma, contida, que sufoca suas dores fingindo-se de muralha que protege castelos...

Inexperiente com toda sua segurança, perde-se dentro do imenso vazio que é o "estar só"... o querer "ficar só"...
indaga ao passado o porque de ter escolhido o presente; indaga pelo hoje poder ter sido como o ontem mas não o é...

Condenada está a alma que sente medo do caminho, e não consegue aceitar suas próprias conquistas,
assim, viverá a eternidade solitária da maneira mais dolorosa e tão cobiçada.

E ela perde-se por não querer explicação...