O que será isso que estou sentindo? Acho que passa. Só o tempo vai me dizer.
Tem uma poesia que pode me animar amanhã, ou depois. Chama-se "Invictus", do William Ernest Henley.
Achei essa poesia antiga em meu antigo blog. Fiz num momento onde sentia esse buraco negro por dentro da alma. É como se sentisse aqueles momentos de novo.
26.07.06
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Faminta é a alma que, solitária, vaga na perda...
discrente de seus passos, caminha por lugares já conhecidos,
lugares que caminharam em direção à sua face, que buscaram seus curtos e suaves passos mas só conseguiram desolação.
Inquieta é a alma que, cansada, busca caminhar sobre o passado, na esperança de consertar seus desacertos.
Consciente de sua insignificância, tenta disciplinar seus impulsos que instintivamente teimam em agir...e se controla mais uma vez...
Infeliz é a alma, contida, que sufoca suas dores fingindo-se de muralha que protege castelos...
Inexperiente com toda sua segurança, perde-se dentro do imenso vazio que é o "estar só"... o querer "ficar só"...
indaga ao passado o porque de ter escolhido o presente; indaga pelo hoje poder ter sido como o ontem mas não o é...
Condenada está a alma que sente medo do caminho, e não consegue aceitar suas próprias conquistas,
assim, viverá a eternidade solitária da maneira mais dolorosa e tão cobiçada.
E ela perde-se por não querer explicação...



