Ri um monte com a Cláudia "desfiando o rosário" para os policiais que a "escoltaram" até seu casamento, por condescendência!
Achei um "ixpetáculo" (mode Falabela) o final da novela, aliás eu sempre curti o enredo que o Miguel criou. Uma narração com sua voz altiva, frases de famosos ou não que nos fazem pensar a todo instante e silenciar para ouvir quando ele começa a pronunciar essas palavras.
Achei interessante o tema espírita mais uma vez abordado em uma novela da Globo, agora no horário das 19:00, com a ilustríssima Cláudia Jimenez interpretando a hilária mãe Iara, que vira um espírito obcessor ao desencarnar, nos dando doses duplas de risadas.
A questão de uma mulher, da idade da Cláudia, ter um sonho e lutar por ele (no caso dela o de se casar com toda a pompa que ela merecia) e realizá-lo. E todo o percurso engraçadíssimo que ela construiu, nesse caso a Giovanna Antonelli, que se mostrou uma atriz boa para a comédia, melodrama, ou seja lá como chamam todo esse personagem que a Giovanna construiu.
Um final bem costurado, mostrando como cada personagem passou seus dias após o casamento da Cláudia.
Não sou fã de novelas há alguns anos. Geralmente assisto temas das 18:00, porque sempre achei as 19:00 como 'besteiróis'. Mas só vim aqui falar sobre Aquele Beijo porque me surpreendeu em elenco, direção e roteiro. E que Falabela faça mais novelas assim!
E por fim, Miguel cita Charles Chaplin, com nada menos que a nossa atual realidade de uma maioria sofrida e despedaçada em seus sonhos:
"O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade, mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura, sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido". (O Discurso Final de "O Grande Ditador")
E se o Miguel me der licensa:
Pra vocês, um ótimo final de semana e ...



















